Porque no Brasil se “pirateia” tanto? Temos cds, dvds e livros “piratas”. Temos “gatos” na água, na luz, na internet, na televisão. Será isso um fenômeno de comportamento ou uma maneira habilidosa de contornar os preços abusivos?
Todos, inclusive nós, são uníssonos em dizer que o brasileiro não tem cultura. Em parte é verdade. Mas, como ser culto, quando um livro custa mais de cem reais? Como ser culto se a tarifa de energia elétrica é exorbitante? Como ser “antenado” se a banda larga e a televisão a cabo têm valores altíssimos?
O problema no Brasil é que todos querem ter um lucro excessivo. Se as editoras imprimissem livros mais baratos, o custo para o consumidor diminuiria e o povo poderia comprar mais. Se as salas de exibição de filmes, os teatros e as casas de espetáculo não quisessem exibir um luxo monstruoso, a entrada do cinema, da peça teatral, do show seriam mais baratos. Se as grandes distribuidoras de TV a cabo cobrassem um preço justo, as pessoas teriam mais acesso a filmes e documentários.
O que acontece no Brasil é a mesma coisa que acontece em todo o mundo. As pessoas querem ter um enriquecimento rápido e para tanto, saem atropelando os menos favorecidos. Com isso cria-se uma elite pensante, com acesso a todas as formas de informação e, um imenso grupo de Homer Simpson, com disse com tanta propriedade o Sr. William Bonner. Alie-se a tudo isso a falta de vontade de pensar do povo brasileiro. Sua característica mais marcante, deixar para lá. Enquanto o problema não os atinge plenamente, eles vão encontrando maneiras (erradas) de contorná-lo.
Para mudar a indústria da pirataria, precisamos primeiro, mudar a mentalidade do povo. E ai estão incluídos também, os membros da elite. Estão incluídos anos de lavagem cerebral feita pelos filmes americanos do norte que vendem um padrão de vida completamente diferente da nossa realidade. Estão incluídos os políticos corruptos que dificultam de todas as maneiras que a população pense. Para mudar é necessário que cada um faça a sua parte. Que coloquemos a “boca no trombone” e denunciemos essas atitudes. Temos que perder o hábito de dizer “não é comigo”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário